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Ao meu hábito de revistar-me...

Era um bom vinho, eram boas companhias...músicas, danças, histórias, risos. O passado voltando, o futuro emergindo, sombreado, tímido, incerto. Eu estava ali, mas boa parte de mim flutuava.
Sinto todos os dias que vivo incansavelmente à minha procura, ou pelo menos lutando para que não me perca de mim, busca insana, intensa, também contraditória e sem aparentes restituições.
Por vezes me dissipo, outras desfruto de tudo que me desembaraça e, também embarga...

Redundante estou a falar de mim, porque quero repetir pra entender, alinhar, redimensionar.
Só não quero repetir-me em emoções que frustram, secam, atropelam...quero experimentar o gosto daquilo que, de tão bom, não se pode descrever. Arrisco-me buscar, sempre, porque desejar saborear e não sentir ainda é melhor que não ousar saber...

Comentários

  1. APLAUSOSSSSSSSSS!!!
    como sempre me encontrando por aqui de alguma forma. bj

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  2. Belo texto... Curti! Vi o elogio que vc deixou no blog "Palavras que falam por mim" para a letra da minha música !Parte! e te convido a passar lá.. Tem mais coisa que podete interessar... Abraços, Ilhados Aqui: http://ilhadosaqui.blogspot.com/

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  3. Olá,
    vim até aqui conhecer o seu blog, pois me interessei muito pelo texto postado por você em "Palavras que falam por mim".
    Parabéns, gostei muito do modo como escreves. ^.^
    ´Beijoos;*

    PS: Ignore o meu primeiro comentário. u.u

    Paz e bem! ^.^

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Metonímia

Abre esse caminho Não temas tua sorte Se recusa-te a sabê-lo Morte Abre esse caminho Singular são os rumos Se te agarras ao passado Furto Desbrava teu ser Há muito mais de ti a contemplar Se te acende a alma Ide buscar Corre tal qual guepardo faminto Que a vida quer te alimentar Se a fome te entorpece Vá Clareia tua passagem Sonhos não são miragem Se é de vera teu sentir Galgue Não te permitas estática Tem beleza na partida Se floreia tua mente Vida!

Dela, ela

Essa menina aposta alto Rapidamente vai da nuvem ao chão Cheia de desejos que vão e vem Que flutuam entre o máximo E o quase nulo Ela é vulcão em erupção Essa menina entrega-se inteira Se declara sem moderação Expande tudo que há em si Mas recolhe-se na ausência de emoção Porque ela é clamor de um corpo É pássaro em migração E o grito de uma mente Que não quer viver em vão Ela foi Ela é Muito além do que percebe a visão Exalta tudo que representou e viveu Tem em si magnetismo Disso tem convicção Mas o mais valioso de tudo E disso não abre mão É saber que é força motriz De um outro coração.

Amor de lua

Acabo de ver a lua Ao descer a minha rua Linda, cheia, pura Foi  um encanto esta imagem olhar Não, não é a primeira vez que a avisto Mas ela sempre me fascina Inspirou-me versos, poesia E com este meu jeito de menina Ao olhá-la quase te vejo Guiando o volante senti teu beijo A lua não parava de comigo falar Não adianta Posso estar aqui e você lá Posso ficar e você ir Ou posso ir e você ficar Tudo me leva a você E sei que não sinto sozinha Esta agonia sem jeito Eu Faço e aconteço Tu Foge e recai sobre meu corpo faceiro Não tem jeito Desisto, entendi O que vale é este amor Dentro do nosso peito.