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Metonímia

Abre esse caminho
Não temas tua sorte
Se recusa-te a sabê-lo
Morte

Abre esse caminho
Singular são os rumos
Se te agarras ao passado
Furto

Desbrava teu ser
Há muito mais de ti a contemplar
Se te acende a alma
Ide buscar

Corre tal qual guepardo faminto
Que a vida quer te alimentar
Se a fome te entorpece


Clareia tua passagem
Sonhos não são miragem
Se é de vera teu sentir
Galgue

Não te permitas estática
Tem beleza na partida
Se floreia tua mente
Vida!

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Dela, ela

Essa menina aposta alto Rapidamente vai da nuvem ao chão Cheia de desejos que vão e vem Que flutuam entre o máximo E o quase nulo Ela é vulcão em erupção Essa menina entrega-se inteira Se declara sem moderação Expande tudo que há em si Mas recolhe-se na ausência de emoção Porque ela é clamor de um corpo É pássaro em migração E o grito de uma mente Que não quer viver em vão Ela foi Ela é Muito além do que percebe a visão Exalta tudo que representou e viveu Tem em si magnetismo Disso tem convicção Mas o mais valioso de tudo E disso não abre mão É saber que é força motriz De um outro coração.

Amor de lua

Acabo de ver a lua Ao descer a minha rua Linda, cheia, pura Foi  um encanto esta imagem olhar Não, não é a primeira vez que a avisto Mas ela sempre me fascina Inspirou-me versos, poesia E com este meu jeito de menina Ao olhá-la quase te vejo Guiando o volante senti teu beijo A lua não parava de comigo falar Não adianta Posso estar aqui e você lá Posso ficar e você ir Ou posso ir e você ficar Tudo me leva a você E sei que não sinto sozinha Esta agonia sem jeito Eu Faço e aconteço Tu Foge e recai sobre meu corpo faceiro Não tem jeito Desisto, entendi O que vale é este amor Dentro do nosso peito.