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Congelou

Às vezes me sinto paralisada...inerte diante de situações que me são apresentadas. Não por não saber o que fazer, mas por não querer fazer o que é "certo" ou parece ideal. E não querer fazer me torna uma estranha? Me torna cruel? Ou insana? Será que isso faz de mim uma pessoa inconsequente? O que importa? Não é pra mim que tenho que viver? Bem, deveria ser...


Diferente não sei ser, intervenções não vou aceitar...continuarei a caminhar como esta rebelde que pareço ser aos olhos de quem pensa me conhecer. Minha cabeça parece expandir-se dia após dia à medida que estranhamente pensa em recuar. É confuso pra mim, por isso é confuso aos meus fiéis (e desnecessários) espectadores. Enquanto isso, congelo sonhos, tento arrumar minha vida dentro de mim, aprendo a aceitar que mudanças são difíceis mas enfim, acontecem, e a maioria não por desejo próprio ou por planejamento pessoal.  E sigo a conviver com minha forma desprotegida de me entregar ao que me parece interessante!  

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Metonímia

Abre esse caminho Não temas tua sorte Se recusa-te a sabê-lo Morte Abre esse caminho Singular são os rumos Se te agarras ao passado Furto Desbrava teu ser Há muito mais de ti a contemplar Se te acende a alma Ide buscar Corre tal qual guepardo faminto Que a vida quer te alimentar Se a fome te entorpece Vá Clareia tua passagem Sonhos não são miragem Se é de vera teu sentir Galgue Não te permitas estática Tem beleza na partida Se floreia tua mente Vida!

O ritmo da minha dança

Dancemos. Todas as danças são momentos de extrema conexão. Facilmente incorporam-se os passos aos sons...só é necessário sentir a música.  Se são movimentos previamente estabelecidos ou improvisados, não importa, a cadência dos corpos envolve a quem dança e a quem vê. Dançar é...beleza, leveza, prazer, encanto, expressão de sentimento. Danço, sozinha ou com um par...mas sempre em movimentos coordenados. De todas as danças que dancei, nenhuma deixei o ritmo descompassar. Conforme a música sei dançar. Mas a música não é qualquer uma, eu também tenho que tocar... TECLA SAP: Descrevi o ritual da dança (que eu amo) pra proclamar que acompanho o ritmo que a vida certas vezes nos impõe, mas também o determino, até o limite da medida que me cabe. (24.03)

Dela, ela

Essa menina aposta alto Rapidamente vai da nuvem ao chão Cheia de desejos que vão e vem Que flutuam entre o máximo E o quase nulo Ela é vulcão em erupção Essa menina entrega-se inteira Se declara sem moderação Expande tudo que há em si Mas recolhe-se na ausência de emoção Porque ela é clamor de um corpo É pássaro em migração E o grito de uma mente Que não quer viver em vão Ela foi Ela é Muito além do que percebe a visão Exalta tudo que representou e viveu Tem em si magnetismo Disso tem convicção Mas o mais valioso de tudo E disso não abre mão É saber que é força motriz De um outro coração.