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Devaneio

Inesgotável fonte de surpresas, a vida me dá de presente momentos inimagináveis, alguns bem amargos, mas outros com sabor de sonho bom...nada de sabor de mel que logo enjoa, é sonho mesmo, aquele sonho que agente acorda desejando dormir de novo para continuá-lo, ou aquele sonho que quando acordados revelam os nossos desejos mais profundos e nos fazem viajar, flutuando em imaginação que transborda detalhes.


Assim minha história vem sendo escrita, ingratas fases, que permeadas por momentos de extremo prazer, me fazem crer que só assim a vida vale a pena ser vivida. Se algumas coisas eu não posso evitar, que sejam bem-vindas aquelas sobre as quais eu tenho controle. Eu nada seria sem meus momentos de dor, como não estaria de pé sem meus momentos de enlevo pessoal. Encantamento, é o que sinto agora, por perceber nas nuances da minha existência que tenho nas mãos a possibilidade de ser feliz e construir momentos felizes, desenhar meus passos, escrever os versos que eu quero cantar, sussurrar o que quero ouvir, conduzir meus desejos, desenfrear a razão que oprime, aproximar fantasia da realidade.


Embora lacunas existam e esta história não seja contada exatamente como eu queria, as contrapartidas me parecem justas, ou pelo menos equilibram o meu viver. É certo que não sou a autora, sou no máximo a co-produtora deste enredo que me envolve, me emociona, me deixa maravilhada, me consome, me arrasa, me envaidece, me realiza e me surpreende vez por outra de forma dolorosa, mas também me toma de surpresa deliciosamente...

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Metonímia

Abre esse caminho Não temas tua sorte Se recusa-te a sabê-lo Morte Abre esse caminho Singular são os rumos Se te agarras ao passado Furto Desbrava teu ser Há muito mais de ti a contemplar Se te acende a alma Ide buscar Corre tal qual guepardo faminto Que a vida quer te alimentar Se a fome te entorpece Vá Clareia tua passagem Sonhos não são miragem Se é de vera teu sentir Galgue Não te permitas estática Tem beleza na partida Se floreia tua mente Vida!

O ritmo da minha dança

Dancemos. Todas as danças são momentos de extrema conexão. Facilmente incorporam-se os passos aos sons...só é necessário sentir a música.  Se são movimentos previamente estabelecidos ou improvisados, não importa, a cadência dos corpos envolve a quem dança e a quem vê. Dançar é...beleza, leveza, prazer, encanto, expressão de sentimento. Danço, sozinha ou com um par...mas sempre em movimentos coordenados. De todas as danças que dancei, nenhuma deixei o ritmo descompassar. Conforme a música sei dançar. Mas a música não é qualquer uma, eu também tenho que tocar... TECLA SAP: Descrevi o ritual da dança (que eu amo) pra proclamar que acompanho o ritmo que a vida certas vezes nos impõe, mas também o determino, até o limite da medida que me cabe. (24.03)

Dela, ela

Essa menina aposta alto Rapidamente vai da nuvem ao chão Cheia de desejos que vão e vem Que flutuam entre o máximo E o quase nulo Ela é vulcão em erupção Essa menina entrega-se inteira Se declara sem moderação Expande tudo que há em si Mas recolhe-se na ausência de emoção Porque ela é clamor de um corpo É pássaro em migração E o grito de uma mente Que não quer viver em vão Ela foi Ela é Muito além do que percebe a visão Exalta tudo que representou e viveu Tem em si magnetismo Disso tem convicção Mas o mais valioso de tudo E disso não abre mão É saber que é força motriz De um outro coração.