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Mostrando postagens de Outubro, 2011

A doutrina dos meus opostos contingentes...

Eu não sei se já te disse, mas eu sei voar. E às vezes eu voo alto...
Existe lá em cima um lugar onde eu repouso de mim... e me observo como que duvidando que existo.
Nestas horas me vejo atrapalhada tentando administrar os dualismos que coabitam na menina que ainda sou. Certo e errado, razão e emoção, força e fragilidade, ser ou ter, cultivar a matéria ou o espírito, ser una ou múltipla, liberdade e responsabilidade, querer e poder, desejar e fazer... tudo flamejando ao mesmo tempo neste corpo e nesta mente que já não tem nenhum resguardo.
Sigo caminhando neste confronto habitual.
Poucas pessoas conseguem visualizar a si mesmas assim, de longe, desprendidas de tudo que são e acreditam.
Eu saio de mim para melhorar meu esboço, esculpir com traços firmes e bem delineados a obra que sempre será inacabada.
E quando volto, mais um dualismo me abate: o que deve seguir comigo e o que deverá apartar-se de mim!

És o meu tema mais contraditório.

Você é minha antítese, meu paradoxo.
Ao mesmo tempo que é capaz de fundir-me, consegue quebrar toda a minha lógica.
Eu te quero longe e o mais perto possível.
Você está dentro de mim e às vezes tão por fora de tudo...
Limitaste quem nunca teve limites, acorrentaste a alma mais livre.
Como conseguiste?
Então busquei explicações para esta inversão de mim... e não adianta sofisticar palavras, elevar o nível linguístico ou construir frases elaboradas.
Sem figuração ou metáforas, é disso que se trata: você é este conflito todo que habita em mim!!!

Nem tudo vale a pena...

Vida que segue, histórias que findam... para que outras comecem.
Erros e caminhos que não podem ser refeitos.
Lamentar já não serve, porque o que passou nos escapou e o que fica de concreto são somente as lições, marcadas a ferro e fogo, nada poderá tirá-las de nós... pessoas e situações se vão, mas as aprendizagens ficam... e que bom que é assim!
Todos temos na vida momentos ou fases que desejaríamos não ter vivido, ou não mais lembrar, mas são exatamente estes que ficam se repetindo em nossas mentes a ponto de dizer-nos ao pé do ouvido: logo tu, tão seguro (a), esperto (a) e cheio (a) de si, viveste isto?
É, a racionalidade nem sempre nos é companheira e por vezes abandona até o mais perspicaz dos mortais. Importante mesmo é que ela não se vá para sempre e que o amor próprio continue reinando absoluto sobre todas as paixões terrenas.
Havia dentro de mim uma convicção imensa de que esse meu jeito de viver impulsivamente, respeitando todos os desejos e fazendo sempre o que o coração …

Coroada de dor, ainda assim, rainha!

Não, não é da dor do amor que falo,
mas deste desamor que passou a habitar em ti.
Falo da dor corrosiva da perda,
porque fui te perdendo aos poucos...
para esta "nova" pessoa que hoje tu és,
para este poderoso desconhecido chamado destino
e, sem dúvidas, para mim mesma.
Mas de todas as dores que senti e ainda sinto (muitas delas antes desconhecidas por esta que vos fala),
a de não entender
é a que mais comprime este coração
e faz dele campo minado,
um senhor prisioneiro.