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Mostrando postagens de Fevereiro, 2012

O que nos trouxe até aqui.

Eu te pertenço há tanto tempo que nem sei se tive escolha... sou tua antes mesmo de te conhecer.
Eu não te procurei, talvez nem você a mim... é, nos encontramos.
Uns chamam de acaso, outros de destino, eu chamo de laços... laços que a vida amarra e desamarra sem que possamos entender exatamente porque.
Meu olhar fisgou a tua coerência e o teu corpo roubou a minha lucidez... desde então histórias sobre nós estão sendo escritas, páginas e páginas sendo grafadas mesmo sem a nossa contribuição ou consentimento. De nada adianta fingirmos que não compreendemos o que houve... o que há, de onde viemos, onde estamos...
Há um caminho sendo construído, cheio de surpreendentes desvios, pontes e avassaladoras colisões.
Mas parece que me perdi no meio dele... então, quando me encontrares, aperte-me contra o teu peito sem nada dizer... porque sempre foi no abraço que nos reconhecemos e nos apartamos de todo o resto a nossa volta...

Enquanto durmo...

Sinto teu abraço forte, que me envolve inteira. Estremeço e fico mole com a união dos nossos corpos, com a conexão perfeita que conseguimos manter. Enlouqueço com teu beijo e te faço enlouquecer. Durmo no teu peito o sono dos apaixonados, enquanto observas que sou mais frágil que pareço... que sou mais menina que mulher.
Não canso de ver o teu sorriso lindo, gargalho contigo. Caminhamos de mãos dadas, é então que me sinto a mulher mais desejada do mundo inteiro. Te conto histórias, ouço tuas confissões, e elas amarram cada vez mais os laços entre nós. Dançamos juntos o ritmo flutuante dos que amam se amar. Sumo contigo, te arrasto para muitas aventuras malucas, as quais ainda iremos lembrar, recontar e nos surpreender muitas vezes por termos vivido. Comemos a comida que eu fiz ou saímos para encontrar qualquer uma outra que eu desejei. Vejo ao seu lado o entardecer na praia, onde você faz mais planos do que pensou em cumprir.  Mesmo assim, a cada instante passado percebemos que já nã…

O reverso do avesso!

Já quebrei muitas das minhas promessas e cumpri algumas que eu nem cheguei a fazer.
Já fiz meu coração refém da dor por não achar justo o preço do resgate.
Já briguei comigo mesma quando o que eu mais queria era explodir com alguém.
Já brindei em lindas taças cujo líquido era insípido, e mesmo assim embriagava.
Acariciei espinhos que me deram a nítida sensação de maciez, porque o superficial pode enganar a qualquer um...
Feri aos que me feriram, medi forças com a estupidez.
Fui o avesso de mim, dei créditos a quem já tinha dívidas comigo e gostei de ser quem jamais serei (outra vez).
Pequei e continuo pecando, mas nunca fui omissa ao que, enfim, moveu-me até aqui...

O estigma da flor.

Estou de mal com o beija-flor
Pois o que me trouxe, levou
Nem o mel na boca deixou
Tirou o encanto do meu caminhar

Ele, que sai beijando todas as flores
De todas as cores e sabores
Não sabe o que é
Sentir saudades e chorar

Não quero mais esses amores
Que nos adoçam a vida
Depois nos causam dores
E nunca chegam para ficar

Beija-flor, ouça só o que peço agora
Não traga nada novo nem belo
Antes de preparar o lugar
Em que meu coração enfim descansará...


(É preciso polinizar o que restou da flor...)