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Metonímia

Abre esse caminho
Não temas tua sorte
Se recusa-te a sabê-lo
Morte

Abre esse caminho
Singular são os rumos
Se te agarras ao passado
Furto

Desbrava teu ser
Há muito mais de ti a contemplar
Se te acende a alma
Ide buscar

Corre tal qual guepardo faminto
Que a vida quer te alimentar
Se a fome te entorpece


Clareia tua passagem
Sonhos não são miragem
Se é de vera teu sentir
Galgue

Não te permitas estática
Tem beleza na partida
Se floreia tua mente
Vida!

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Dela, ela

Essa menina aposta alto Rapidamente vai da nuvem ao chão Cheia de desejos que vão e vem Que flutuam entre o máximo E o quase nulo Ela é vulcão em erupção Essa menina entrega-se inteira Se declara sem moderação Expande tudo que há em si Mas recolhe-se na ausência de emoção Porque ela é clamor de um corpo É pássaro em migração E o grito de uma mente Que não quer viver em vão Ela foi Ela é Muito além do que percebe a visão Exalta tudo que representou e viveu Tem em si magnetismo Disso tem convicção Mas o mais valioso de tudo E disso não abre mão É saber que é força motriz De um outro coração.

As palavras em mim

Quando eu falei de amor É porque era amor que em mim habitava Quando mencionei paixão É porque ela já me havia invadido a alma Se dizia ter saudades É porque o meu corpo todo ela inundava Se afirmei que te queria Tenha certeza que no mundo inteiro nada mais interessava Porque das palavras não sei me apropriar sem sentir E se for para torná-las vazias Eu nem aceito as proferir Sou verbo vivo Emoção desnuda Sentimento e ato De dentro pra fora Sou assim. [Mais que intensa Sou verdade...]