Pular para o conteúdo principal

Muito além do horizonte...

Era um belo fim de tarde, ela sentou-se em um banco fixo de frente para o mar, via pessoas indo e vindo, umas alegres, outras pareciam confusas, como ela mesma...também ouvia uma música tocar, mas seus olhos fixaram-se ali, no horizonte, e foi como se todo o resto sumisse.
Sentiu-se só, tentou ver-se por dentro e não conseguia enxergar, talvez por haver obstrução da razão, ou por simplesmente não querer olhar...
Abraçou a si mesma como se quisesse sentir alguém e deixou por alguns minutos a sua costumeira segurança e certa arrogância de lado, pensou: "Não, eu não me basto..."
Logo respirou fundo e aquele ar que lhe enchia os pulmões parecia também renovar suas forças, varrer sua alma...e com os olhos fechados sentiu seu coração falar: "Sinta-se forte porque ninguém morre de amor, ou de tanto amar, pode-se morrer sim, mas pelo vazio que a falta de amor causa na vida de alguém e amor, ahhh, esse nunca lhe faltou...sinta-se forte porque dores passam, como alegrias passam também, mas o que fica é a certeza de que viver de verdade só é possível para aqueles que são capazes de amar, de sorrir, de acreditar, de se refazer e recomeçar..."

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Dela, ela

Essa menina aposta alto Rapidamente vai da nuvem ao chão Cheia de desejos que vão e vem Que flutuam entre o máximo E o quase nulo Ela é vulcão em erupção Essa menina entrega-se inteira Se declara sem moderação Expande tudo que há em si Mas recolhe-se na ausência de emoção Porque ela é clamor de um corpo É pássaro em migração E o grito de uma mente Que não quer viver em vão Ela foi Ela é Muito além do que percebe a visão Exalta tudo que representou e viveu Tem em si magnetismo Disso tem convicção Mas o mais valioso de tudo E disso não abre mão É saber que é força motriz De um outro coração.

Metonímia

Abre esse caminho Não temas tua sorte Se recusa-te a sabê-lo Morte Abre esse caminho Singular são os rumos Se te agarras ao passado Furto Desbrava teu ser Há muito mais de ti a contemplar Se te acende a alma Ide buscar Corre tal qual guepardo faminto Que a vida quer te alimentar Se a fome te entorpece Vá Clareia tua passagem Sonhos não são miragem Se é de vera teu sentir Galgue Não te permitas estática Tem beleza na partida Se floreia tua mente Vida!

As palavras em mim

Quando eu falei de amor É porque era amor que em mim habitava Quando mencionei paixão É porque ela já me havia invadido a alma Se dizia ter saudades É porque o meu corpo todo ela inundava Se afirmei que te queria Tenha certeza que no mundo inteiro nada mais interessava Porque das palavras não sei me apropriar sem sentir E se for para torná-las vazias Eu nem aceito as proferir Sou verbo vivo Emoção desnuda Sentimento e ato De dentro pra fora Sou assim. [Mais que intensa Sou verdade...]