Pular para o conteúdo principal

Erótica


Corteje-me com estes olhos falsamente inocentes
Tão profundos quanto perdidos
Nas possibilidades de um desejo genuíno
Que não se anula quando tu te vais
Mostre-me com o seu corpo
O amor que há tempos está em teu peito
Que aqui também reside sem sossego
E sem razão parece me afrontar
Tinge a minha pele alva
Com o toque firme das suas mãos
Imprime, ressalva
Todas as sensações que trazemos-vos...
...e que queremos muito mais que apenas falar
Explore, devore, não se controle
Percorra todo o espaço que eu te dei
Me faça sentir teus apelos, instintos
E delire comigo no êxtase meu
Depois de tudo
Deixe um pouco de ti na minha alma
Além do cheiro que já ficou em mim
Para que faça-me alento na hora do adeus
Confesso, se preciso grito
Quero sempre mais que um beijo teu!

Comentários

  1. Hummm, que delícia um encontro assim, no qual nos entregamos e recebemos a essência do amor...
    Lindo!
    Beijokas.

    ResponderExcluir
  2. Intensidade, intensidade! Sempre com toda intensidade! É a forma melhor de sentir, de viver. Tomar, gastar, amar, se dar, ir sempre até o fundo de todas as questões, mergulhar em abismos e voar... muito bom memsooooo!


    Beijos pra ti linda.

    ResponderExcluir
  3. Uau! Lindo, intenso, instigante...
    Beijo, beijooooooo queridona! ;)
    She

    ResponderExcluir
  4. Um belo poema, cheio de amor e desejos. Amei.
    Bjux

    ResponderExcluir
  5. Que maravilla de poema. Que versos, para decirlo de esta manera en este vuelo de versos me quedo, acariciando el alma...

    Un beso querida amiga

    Un abrazo
    Saludos fraternos....

    ResponderExcluir
  6. Ummm... Ta inspirada. Demaiiiisssss seu post.
    bjs

    ResponderExcluir
  7. eu não entendo porque venho pouco aqui.
    sinceramente deveria vir mais.
    são poucas as pessoas que possuem um estilo próprio por aqui.
    escrever com a alma é bom, funciona, mas a alma tem que ser daquelas que escreve para outras almas.
    Ok, não tem que ser, não precisa, mas, em casos assim, outras almas não apreciarão, ou será que não saberão apreciar?

    não sei, não sei.
    sei que deveria vir mais aqui.
    querendo ou não, compreendi tuas palavras.
    certa dose de gramática, de ortografia, e muito espírito.
    tudo como deve ser para que se faça entender.

    e quanto ao texto em si:
    a gente (homem) acaba te desejando.
    não leve a mal minhas palavras, espero que não se ofenda, mas projetamos o que dizes em lembranças nossas e desejamos aquelas pessoas que vemos refletidas no que dizes.
    Desejamos quem lembramos através de palavras suas, desejamos palavras suas, desejamos você.
    talvez algum dos saltos lógicos não esteja correto, mas, bem, não estou ébrio o suficiente pra penar nisso agora. Talvez nunca esteja.

    gosto daqui. :*

    ResponderExcluir
  8. Lindo, intenso, apaixonante!... Hum que delicia de palavras!...
    Beijinhos
    Amiga

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Se ao me ler, um impulso te trouxer algo à mente ou ao coração, escreva...

Postagens mais visitadas deste blog

Para renascer é preciso morrer!

É exatamente assim, no começo parece que te falta o ar, que algo espreme teu peito sem cessar e derrama o sumo dessa compressão nos teus olhos, compulsivamente.
Os primeiros dias passam e nada colore tua existência, só habita em ti a neblina das lembranças cinzentas, daquilo que ainda te fere...e estão em tudo que tu tentas fazer, repetindo-se como um velho vinil riscado, fazendo ondas gigantes em tua mente...das mentiras que te foram contadas, das verdades omitidas, das peças que se encaixam, da dissimulação ardil, das atitudes tão ínfimas quanto rasteiras e do presente se encontrando com as mesmas dores do passado.
É a desconstrução do que tu acreditavas, ou achava que ainda cria. É o fim da tua luta, que por mais que parecesse perdida, havia dias em que alguns sinais diziam que a guerra valeria a pena. Mas não valeu! Lutar pelo quê agora? E o mundo parece partir ao meio, mas tu não estais nem de um lado e nem do outro. Estais sem segurança, sem direção, neste abismo que se abriu a …

Nem tudo vale a pena...

Vida que segue, histórias que findam... para que outras comecem.
Erros e caminhos que não podem ser refeitos.
Lamentar já não serve, porque o que passou nos escapou e o que fica de concreto são somente as lições, marcadas a ferro e fogo, nada poderá tirá-las de nós... pessoas e situações se vão, mas as aprendizagens ficam... e que bom que é assim!
Todos temos na vida momentos ou fases que desejaríamos não ter vivido, ou não mais lembrar, mas são exatamente estes que ficam se repetindo em nossas mentes a ponto de dizer-nos ao pé do ouvido: logo tu, tão seguro (a), esperto (a) e cheio (a) de si, viveste isto?
É, a racionalidade nem sempre nos é companheira e por vezes abandona até o mais perspicaz dos mortais. Importante mesmo é que ela não se vá para sempre e que o amor próprio continue reinando absoluto sobre todas as paixões terrenas.
Havia dentro de mim uma convicção imensa de que esse meu jeito de viver impulsivamente, respeitando todos os desejos e fazendo sempre o que o coração …

Um rascunho perdido de amor

Em alguns dias esse amor, que já mora em mim faz tempo, chega assim súbito, como brisa no rosto em um dia de calor...e é tão bom sentir. Nessa hora até parece que ele é novo, amor menino, ainda contaminado pela veemência da paixão.





[Um texto iniciado em 07/03/13...resolvi não complementá-lo, pois cada emoção deve manter a essência do seu tempo.]