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Sentada à beira do meu caminho...


Há dias pesados, ou melhor, fases ásperas em que a vida parece mais densa do que realmente é... e estranhamente em alguns desses momentos a minha solidez me abandona em vez de me fazer reforço.
Talvez seja um recado sutil de que também é preciso ver-se e sentir-se frágil.
E embora eu me sinta uma roupa fora do corpo ou um acessório que destoa do conjunto, lá no fundo eu encontro beleza no meu caminhar. É a essência que não partiu, a fé que insiste em ficar...
A minha fome passou e a sede já não me incomoda, mas eu me alimento, bebo de gole em gole as intempéries da minha existência.
Não vou partir de mim e nem destoar do que sempre fui, só quero um tempo para esmorecer e sentar-me pra ver a vida passar...

Tantas vezes fui conto, hoje sou crônica, mas ainda volto a ser poesia...

Comentários

  1. A vida se faz áspera e a gente se liquefaz.
    Sentar um pouco pra ver a vida passar também é bom. A gente observa acertos, analisa os erros e se refaz, renovada e melhor.

    =**

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  2. "Tantas vezes fui conto, hoje sou crônica, mas ainda volto a ser poesia..." >> que lindooooooo! Amei isso! Minha Linda, ri com o seu comentário lá no She Divulga, pois é não consigo ficar quieta... kkkkkk Que bom que vc gostou do meu espaço novo! ;) Beijo, beijooooo
    She

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  3. Tem forma melhor de viver do que ser poesia? Não tem.

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  4. As vezes é necessário uma pausa.
    E que ela venha recheada de sentimentos bons.

    Viu o anonimo?? Muito bom neh?
    Me revigorou!

    Beijos e uma ano novinho em folha
    de esperanças, fé e amor.
    Beijos Kenia

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  5. Olá.Essa é minha primeira visita ao blog.Vi seu link em outro blog e resolvi vir conhecê-lo.Adorei seu blog e já estou lhe seguindo.Seu blog é muito bem organizado e suas postagens muito bem elaboradas.Já estou lhe seguindo pelo twitter também!Te convido a conhecer meu blog e segui-lo também.Aguardo sua visitinha!
    Bjs!
    Zilda Mara
    @ZildaPeixoto
    http://www.cacholaliteraria.blogspot.com

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  6. Oficio sagrado este de traduzir a verdade e seu avesso que se escondem nas sílabas, a loucura e o saber que habitam as criaturas, o céu e a terra que se conversam em cada horizonte, a vida e a morte que se permeiam em cada um de nós. Abençoado ofício; nobre e inevitável destino. Afinal, existem os sãos, existem os vãos, os loucos e os normais. E existem os poetas. :)

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