Pular para o conteúdo principal

Sobre o que não sou

Este blog está repleto do que sinto, do que penso e do que sou...sim, é isso tudo mesmo, esta turbulência constante, esta intensidade, sempre permeadas pela impulsividade que me é visceral. 

Mas hoje pensei diferente, pensei no que não sou...

Tenho visto as pessoas com mais atenção, mais interesse, algumas próximas, outras nem tanto...e observado suas vidas (sem interferir ou julgar, claro), então me surpreendi com suas particularidades, as diversas maneiras de conviver consigo e com os outros, suas atitudes, suas reações, como lidam com emoções. Foi inevitável pensar em como seria se eu possuísse suas características, mas...

...não me imagino metódica, programada, nem absorvida em coisas por vir...vou fazendo, conquistando...
...não dou dimensões gigantescas ao que não tem importância, também não  minimizo emoções...
...não consigo ver o futuro com pessimismo, por mais que o presente queira mostrar isso...nem o meu futuro, nem o futuro do mundo, mas não sei até que ponto isso é bom...
...não me preocupo (veja bem a palavra) com o que as pessoas fazem de suas vidas, a única vida que me consome é a da minha filha...
...não me suportaria fria, embora ache que já sou emotiva demais...
...não me acostumo com partes, metades, ou é tudo, ou é nada...
...não sei ocultar-me, nem deixar de dizer, de fazer, de demonstrar...
...não sei fingir que gosto do que não gosto...
...jamais terei fortuna (também nunca quis) se disso depender que eu seja avarenta, mesquinha...não poupo nada, usufruo do que possuo...
...não sei pensar na minha morte ou fazer algo pensando em como as coisas ficarão por aqui quando eu me for...
...não consigo censurar as tentativas de qualquer pessoa de ser feliz...
...não vejo um futuro capaz de fazer a minha cabeça envelhecer, nem meu espírito...
...não duvido de tudo e de todos, até que me provem o contrário...
...não valorizo coisas, gosto mesmo é de gente...
...não ignoro a beleza das coisas simples...
...não sou aquela pessoa que passa desapercebida pela vida de quem quer que seja... 
...não invejo nada e nem ninguém...
...não faço extensão das minhas mágoas e tristezas para atingir a quem está por perto...
...não aceito sofrimento que não me traga pelo menos uma lição...
...não sou tolerante com gente medíocre...
...não me desfaço do que sou por conveniência alguma...


Isso é parte do muito que eu não consigo ser, e nem pretendo.

Comentários

  1. Kenia,
    Eu sei sobre o que você é:
    O Julinho de saias.
    Estamos tão loge e pensamos tão iguais.
    Talvez, uma irmã espiritual, que em outras vidas tenha me ficado próxima.
    Um beijo e prazer em te conhecer e poder compartilhar e ser solidário aos seus devaneios.

    ResponderExcluir
  2. Talvez eu saiba mais do q eu não sou do que sou...
    Dentro das nossas maiores loucuras, das nossas recusas, do que dissessemos, ou pensamos...o bom é saber que não somos só... por mais que eu me ache só... tem alguem do outro lado da ponte que se parece comigo,que tem a minha idade, que é feliz as vezes...bj

    ResponderExcluir
  3. Julinho de saias é ótimo, rsrsrs, adorei!!!

    Concordo com tudo, vai ver que é por isso que também gosto tanto do seu blog, nem sempre comento, mas sempre estou por lá...

    Obrigada, sinto que seu carinho é verdadeiro, é um privilégio tê-lo como amigo e "leitor".

    Beijosssssss!!!

    ResponderExcluir
  4. Frannnnnnnnn, que lindo amiga!!!
    Tão verdadeiro, tão nossa cara...bom saber que vc também está aí, do outro lado...

    Mil beijosssss!!!!

    ResponderExcluir
  5. Olá!

    Linda!Voce é linda....por fora e por dentro!

    Bjinho com luar

    ResponderExcluir
  6. Moonlight,

    Obrigada, muito prazer recebê-la aqui, ainda mais com um comentário tão gostoso de ler.

    Beijossssssss e volte sempre!

    ResponderExcluir
  7. ninguém deve fugir da sua essência!!Ela que nos faz forte,é nosso chão,podemos questioná-la,melhorá-la,mas,jamais ser outra.
    Não seremos felizes longe do nosso essencial.
    beijos da Cris poulain.

    ResponderExcluir
  8. Cris, é exatamente assim que penso.

    Obrigada pela sua presença e considerações tão marcantes.

    Beijos!!!!

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Se ao me ler, um impulso te trouxer algo à mente ou ao coração, escreva...

Postagens mais visitadas deste blog

Para renascer é preciso morrer!

É exatamente assim, no começo parece que te falta o ar, que algo espreme teu peito sem cessar e derrama o sumo dessa compressão nos teus olhos, compulsivamente.
Os primeiros dias passam e nada colore tua existência, só habita em ti a neblina das lembranças cinzentas, daquilo que ainda te fere...e estão em tudo que tu tentas fazer, repetindo-se como um velho vinil riscado, fazendo ondas gigantes em tua mente...das mentiras que te foram contadas, das verdades omitidas, das peças que se encaixam, da dissimulação ardil, das atitudes tão ínfimas quanto rasteiras e do presente se encontrando com as mesmas dores do passado.
É a desconstrução do que tu acreditavas, ou achava que ainda cria. É o fim da tua luta, que por mais que parecesse perdida, havia dias em que alguns sinais diziam que a guerra valeria a pena. Mas não valeu! Lutar pelo quê agora? E o mundo parece partir ao meio, mas tu não estais nem de um lado e nem do outro. Estais sem segurança, sem direção, neste abismo que se abriu a …

Nem tudo vale a pena...

Vida que segue, histórias que findam... para que outras comecem.
Erros e caminhos que não podem ser refeitos.
Lamentar já não serve, porque o que passou nos escapou e o que fica de concreto são somente as lições, marcadas a ferro e fogo, nada poderá tirá-las de nós... pessoas e situações se vão, mas as aprendizagens ficam... e que bom que é assim!
Todos temos na vida momentos ou fases que desejaríamos não ter vivido, ou não mais lembrar, mas são exatamente estes que ficam se repetindo em nossas mentes a ponto de dizer-nos ao pé do ouvido: logo tu, tão seguro (a), esperto (a) e cheio (a) de si, viveste isto?
É, a racionalidade nem sempre nos é companheira e por vezes abandona até o mais perspicaz dos mortais. Importante mesmo é que ela não se vá para sempre e que o amor próprio continue reinando absoluto sobre todas as paixões terrenas.
Havia dentro de mim uma convicção imensa de que esse meu jeito de viver impulsivamente, respeitando todos os desejos e fazendo sempre o que o coração …

Um rascunho perdido de amor

Em alguns dias esse amor, que já mora em mim faz tempo, chega assim súbito, como brisa no rosto em um dia de calor...e é tão bom sentir. Nessa hora até parece que ele é novo, amor menino, ainda contaminado pela veemência da paixão.





[Um texto iniciado em 07/03/13...resolvi não complementá-lo, pois cada emoção deve manter a essência do seu tempo.]